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sábado, 28 de abril de 2012

Crónica / Opinion: Porta da auto confiança / Entrance to self-confidence



PT: A moda, no seu sentido mais lato e compreensivo, é algo sério. É exigente, sabe o que quer de nós. É persistente, pede o que quer sem desistir. É obstinada, quer o que quer, sem pedir desculpa por isso. É uma coisa a sério. A moda tem um porteiro à entrada. A sua função é verificar se cada pessoa tem os requisitos certos para poder fazer parte do fenómeno.

Rapidamente passou de boca em boca o que era preciso para o porteiro deixar entrar. Depois, na era da comunicação, os requisitos começaram a ser publicitados na televisão. Agora, não há quem não saiba o que é preciso.Mas, afinal, o que é preciso? Os requisitos são específicos mas suficientemente flexíveis para nos fazerem crer que temos sempre uma hipótese de entrar. Deve ter-se pele macia, suave e lisa - não importa como a conseguiste. Deve ser-se magro, clavículas bem expostas, coxas que não se tocam - indiferente se vomitas para isso. Pelo menos 1,7 metros, claro. Cabelo impecável, brilhante e suave - os produtos estão no supermercado, é só comprar! Bem, mas isto não é novidade para nenhum de nós. Sabemos bem o que é preciso para entrar. A verdadeira questão é: o que é que fica à porta, quando decidimos entrar? O que o porteiro diz, na verdade, não é só o que temos de ser, mas o que não podemos levar para dentro deste mundo. Muitas das vezes, não podemos levar nada do que é realmente nosso. Até que ponto devemos aceitar que alguém nos diga como devemos ser antes de nós próprios sentirmos que queremos ser de outra maneira?

É devastador ouvir-se “és feia” ou “és burra”, mas é igualmente devastador ouvir “eras muito mais gira se mudasses completamente o teu visual”. Mais subtil, verdade, mas igualmente devastador. Depois de passar a porta que o porteiro nos abre, a lição mais importante é ouvir aquilo que nos dizem que devemos ser, por oposição a escolhermos como queremos ser ou a aceitarmo-nos como somos.

Numa sociedade globalizada e extra-comunicativa não há como acreditar que qualquer rapariga de treze anos vai ficar imune às balas mágicas do ideal de beleza e acreditar que não precisa de ser assim. Seria utópico. Mas talvez ainda seja possível ensiná-las a dizer “não ”ao porteiro, a dizer-lhe “se tu não gostas de mim assim, azar o teu” e fazê-las acreditar que essa é a atitude que abre todas as portas.


EN: Fashion, in its broader more comprehensive sense, is a serious matter. It’s demanding, knowing what it wants from us. It’s persistent, asking what it wants without backing down. It’s obstinate, it wants what it wants without being sorry for it. It’s a serious matter. Fashion has a doorman at the entrance. Its job is to check if every person meets the requirements to be a part of the phenomenon.

Quickly the word spread about what was needed for the doorman to open the door. Then, in the communication era, the requirements started appearing on television. Now, there isn’t a soul that doesn’t know what it takes.But, after all, what does it take? The requirements are specific but flexible enough to make you believe you have a shot at getting it. You must have soft, smooth and flawless - doesn’t really matter how you get it. You must be thin, clavicles well esposed, thighs not touching - kind of indiferent if you are throwing up to achieve that goal. Be at least 5,6 feet, of course. Immacule, perfect hair - the products are in the supermarket, just buy them! Well, this isn’t really news to anyone. Everyone knows what it takes to get in. The real question is: what do we leave at the door when we choose to get in?What the doorman says, actually, is not only what we must be, but what we can’t carry into this world. Often, we can not take anything that’s really ours. To what limit should we accept that someone tells us what we should look like even before we feel like being different than we are?

It’s devastating to hear “you are ugly” or “you are dumm”, but it’s as much devastating to hear “you would so much cutter if you changed the way you look completly!”. More subtle, no doubt, but equally devastating and heart breaking. After we pass the door that doorman opens, the most important lesson is to hear what they say we must look like, in opposition to choosing what we want to look like or accepting ourselves for what we are.

In a globalized over-communicative society, there is no way any thirteen-year-old girl is going to be imune to the ideal of beauty and believe they don’t absolutely need to look like that. But maybe it is still possible to teach them to say “no” to the doorman, to tell him “if you don’t like me like this, it’s your loss” and make them believe that that attitude can open any door they want.

Texto / Text; Tradução / Translation: Leonor Capela

terça-feira, 17 de abril de 2012

Modificação Corporal / Body modification (w/documentary)


PT: “Modificação corporal (ou alteração corporal) é a alteração deliberada do corpo humano por qualquer razão não médica, como por exemplo estética, melhoria sexual, rito de passagem, motivo religioso, para demonstrar afiliação a um grupo, criar arte corporal, como forma de chocar ou de auto expressão”.

Esta definição de modificação corporal encontra-se no site da Wikipédia que todos conhecemos. Ainda que não seja uma definição recolhida junto de um perito ou num livro, é suficiente para compreendermos de maneira sucinta o que é a modificação corporal.

Escolhi esta definição, também, por enumerar sinteticamente as várias razões que podem levar uma pessoa a modificar o seu corpo sem necessitar de o fazer. Daí a ressalva feita pelo Sr Wikipédia: “por qualquer razão não médica”, o que mostra que as pessoas que modificam o seu corpo destas formas não precisam de o fazer.

A modificação corporal inclui tatuagens no corpo ou nos olhos, colocação de piercings nas orelhas ou noutras partes do corpo, colocação de implantes, modelação da orelha (cortando partes da orelha), escarificação (que consiste na remoção de pele para induzir a criação de colóide) entre muitas outros.

A modificação corporal não é - como muitos mais conservadores podem já estar a pensar - um produto da sociedade retorcida e sem limites da actualidade. Não. Pelo contrário, é algo que vem das mais remotas raízes de todas as sociedades e que está directamente ligada à moda e ao ideal de beleza. Logicamente, o que é que alguém pode fazer se o nosso corpo não se molda ao ideal de beleza que é exigido pela sociedade? Nada mais que mudar o seu corpo, modificá-lo rumo à aceitação, rumo ao que é pedido. Esta necessidade de aceitação não é privilégio da mulher, é necessidade humana, sendo o Homem aquele animal social como ouvimos Aristóteles dizer desde sempre.

Uma das mais antigas formas de modificação corporal é a compressão dos pés, praticada na China desde o ano 937. No século XIX, estima-se que 100% das mulheres de uma classe social elevada praticassem essa forma de modificação corporal. Não se sabe ao certo a origem dessa prática, mas as mulheres que tinham pés pequenos eram de uma classe elevada e que não precisavam de trabalhar, podendo dedicar todo o seu tempo aos seus maridos. Para compreenderem bem a dimensão deste processo, os pés das mulheres era atados desde os 3 anos aproximadamente. Pés pequenos era, sem dúvida, uma exigência da sociedade chinesa. Uma exigência que devia ser, a todo o custo, cumprida.

Não pensem os ocidentais que estão safos de escrutínio: os corpetes nasceram de uma exigência semelhante. Diz-se que surgiram em França por volta de 1550 e que eram feitos de ossos de baleia ou aço para modelar a forma feminina, suportar e elevar o busto e melhorar a postura. Se os chineses só queriam mudar os pés, os francesas foram, definitivamente mais além.


Com os avanços da medicina e a emancipação da mulher, tanto na sociedade ocidental como na oriental, a compressão dos pés e o uso de corpetes cairam em desuso pelos motivos óbvios. Mas esses mesmos avanços na medicina e nas tecnologias permitiram outras formas de mudar o corpo para acompanhar as novas exigiências de uma sociedade sempre em mudança. Não preciso de elaborar sobre os implantes mamários, o botox, os face lifts e etc. Por outro lado, acho que a modelação das orelhas, a escarificação e as tatuagens na córnea merecem um espaço neste post. Já se sabe que o conceito de beleza vai sempre mudando ao longo do tempo e que a sociedade actual já está “a ficar sem ideias” sobre o que pedir às pessoas para fazerem mas será que estas práticas são, realmente, uma  forma de inserção? Que vêm da necessidade de se sentir parte de algo? De sentir que estamos a atingir um ideal de beleza que circula na sociedade? Não creio. Creio, opostamente, que estas práticas surgem da nova e mais recente tendência que a sociedade impôs: a tendência da diferenciação. Estas práticas são, sem dúvida alguma, formas de expressão pessoal, variantes da moda, elementos de criação de beleza individual, assim como o uso de um vestido, de um cinto, de uns sapatos, de um fraque mas procuram o oposto da inserção. Procuram diferenciar o elemento mais básico que existe: o corpo. Querem impedir que a massificação se imponha mudando o ponto inicial de qualquer estilo: o corpo. Acredito que a mensagem que este tipo de modificação corporal transmite é: mesmo que as pessoas se sintam compelidas a expressar-se dentro dos limites da massificação, dentro dos limites da globalização, mesmo que o façam, nunca serão iguais aos outros pois já são diferentes no seu elemento mais pessoal - o corpo.


EN: “Body modification (or body alteration) is the deliberate altering of the human body for any non-medical reason, such as aesthetics, sexual enhancement, a rite of passage, religious reasons, to display group membership or affiliation, to create body art, shock value, or self expression”.

This definition of body modification belongs to Wikipedia, the site we are all familiar to. Even though it isn’t a definition from a book or by an expert, is it enough to make us understand in a brief manner what is body modification.

I chose this definition also because it recites the various reasons that lead a person to alter their body without needing to do so. Thence the reservation made by Mr Wikipedia: “for any non-medical reason”, which shows that people who this body alterations do not need to do it.  

Body modification includes body or eyeball tattooing, body and ear piercing, implants insertion, ear shaping (which includes ear cropping), scarification (cutting or removal of dermis with the intent to encourage intentional keloiding), amongst many others.

Body modification is not - as those more conservative may be thinking - a product of our twisted and limitless society. No. On the contrary, it is something that we inherited from older societies and that is directly linked to fashion and to an ideal of beauty. Logically, what is a person to do if their body doesn’t fit what is considered beautiful and what’s demanded by the society? What else but changing your body? Modifying it towards acceptance, towards what’s asked of them. This need of acceptance isn’t a woman’s priveledge, but a human need, since the human being is a social animal, as Aristoteles said.

One of the oldest forms of body modification is foot binding, praticed in China since 937. In the XIXth century, it’s estimated that 100% of the upper class women had their feet bound. The origin of this exercise is unknown, but the women that had their feet bound belonged to an upper class and didn’t have to work, thus being able to devote all their time to their husbands. So that you come to understand the full extent of this process, the women’s feet were usually bound since they were 3 years old, approximately. Small feet was, definately, a demand from the chinese society. A demand that had to be met, whatever the cost.

Those from the west side of the world shouldn’t jump to judgement, as corsets were born from a similar demand. It’s said that they arose in France around 1550 and were made of whalebone or steel to mold the feminine shape, support and lift the bust and improve posture. If the chinese only wanted to change the feet, the french definitely took the next step.

With the advances in medicine and the woman’s emancipation, both in western and eastern societies, foot binding and corsetry were forgotten for the obvious reasons. Although, those advances in medicine and technologies allowed other ways to change our bodies in order to keep up to the new demands of a society always in change. I do not need to elaborate about brest implants, botox, face lifts, etc. On the other hand, I believe ear shaping, scarification and eyeball tattoos deserve a place in this post. We all know the beauty ideal is mutant and that present society is “running out of ideas” to ask stuff of us mas are these practices , really, a way to belong? Is their origin de need to feel part of something? To feel we are reaching an ideal of beauty supported by the society? I don’t believe so. Actually, I believe that these practices come from the newest, most recent trend imposed by society: the trend of differentiation. These practices are, no doubt, ways to self express, subtrends to fashion, elements to create individual beauty, just like a dress, a belt, a pair of shoes, a tail-coat but they seek the opposite to belonging. They want to discern the most basic element  there is: the body. They want to prevent massification by changing the basis of any style: the body. I believe the message sent by these types of body modification is: even if people feel compelled to self express within the limits of massification, within the limits of globalization, even if they actually do so, they will never be alike the others for they are already different in their more personal element - the body.



Texto / Text - Tradução / Translation:  Leonor Capela
Video: ThomasNoakes

quinta-feira, 12 de abril de 2012

"Jane by design"





PT: O mundo da Moda pode ser cruel, divertido ouo trabalhoso. Lembras-te de “O diabo veste Prada”? És fiel a Gossip Girl? Então temos a série ideal para ti!

“Jane by design” conta a história de uma adolescente americana que sonha trabalhar no mundo da Moda. Até aqui tudo te parece comum não é? Mas a história de Jane é tudo menos comum. Abandonada pela mãe e órfã de pai, Jane vive com o irmão mais velho Ben, que tenta desesperadamente manter um trabalho. Nada parece fácil.

Mas Jane não desiste, e quando inesperadamente surge uma diferente proposta de trabalho , Jane não hesita em aceitá-la.

Uma história de amizade, moda e comédia, que promete deixar-te colado ao ecrã.

Com Erica Dasher e Andie MacDowell nos papéis principais.


EN: Fashion world can be cruel, funny or arduous. Do you remember “The devil wears Prada”? Are you faithful to Gossip Girl? Then we have the perfect show for you!

“Jane by design” tell us the story of an American teenager who dreams about working in the fashion world. So far everything looks usual doesn´t it? However Jane's life is everything except common. Abandoned by his mother and as a dad´s orphan , Jane lives with Ben, her eldest brother, who struggles to keep his job. Nothing seems easy.

Nevertheless Jane doesn´t give up and when unexpectedly a job offer shows up, she doesn't hesitate to accept it.

A story of friendship, fashion and comedy, that promises leave you glued to the screen.

With Erica Dasher an Andy MacDowell as main actresses.


Preview:


Texto / Text ; Tradução / Translation:  Inês Guedes Pimenta
Fotos / Photos: DR

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Luz e escuridão da moda em documentário / Fashion's light and dark side in documentary


PT: “Girl Model” é um documentário que faz uma ligação entre a vida de duas personagens – Nadya e Ashley – no mundo da moda. Tóquio e Sibéria são duas regiões aparentemente sem semelhanças. Ainda assim, há algo que as liga – uma indústria próspera no mundo da moda.

O documentário explora as fragilidades do mundo da moda, as versões da realidade dadas às jovens modelos. E à medida que entramos mais a fundo neste mundo, percebemos que ele se assemelha a um corredor de espelhos onde não se pode confiar nas aparências e as perceções tornam-se distorcidas.

Será que Nadya e as outras jovens modelos como ela serão capazes de encontrar alguém que as ajude a navegar neste labirinto? Ou será que seguem o caminho de Ashley que aprendeu os truques desta indústria corrosiva mas é incapaz de escapar à sua atração?

Direção, Produção Cinematografia e Edição: David Redmon e Ashley Sabin
Produtores de consultoria: Marcy e Robert Garriott
Editores secundários:  Marder e Alan Canant
Banda Sonora original: Matthew Dougherty e Eric Taxier
Fotografia: Meghan Brosnan Desenho gráfico: Bussey Creative
Audio: Tom Hammond (Soundcrafter)


EN: "Girl Model" is a documentary that makes a connection between the lives of two protagonists – Nadya and Ashley – in the fashion world. Tokyo and Siberia are two regions with no apparent similarities. Still, there is something that connects them – a thriving model industry.

"Girl Model" explores the weaknesses of the fashion world, versions of reality given to the young models. And as we move deeper into this world, we see that itresembles a hall of mirrors where you can’t rely on appearances and perceptions become distorted.

Nadya and the other young models will be able to find someone to help them navigate this maze or would follow the path of Ashley that learned the tricks of this corrosive industry but is unable to escape its attraction?

Directed, Produced, Cinematography and Edition: David Redmon & Ashley Sabin
Consulting Producers: Marcy & Robert Garriott
Second Editors: Darius Marder, & Alan Canant
Original Score: Matthew Dougherty & Eric Taxier
Still Photography: Meghan Brosnan
Graphic Design: Bussey Creative
Audio Post-Production: Tom Hammond (Soundcrafter)


Texto / Text; Tradução / Translation: Rute Azevedo

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O corpo e a moda / Body and Fashion

PT: Cirurgia plástica. Desfile Victoria’s Secret. Beyoncé. Leggings. Mango. Kate Moss. Skinny jeans. Camisas transparentes. Corte império. Vénus de Milo. Isto é sobre a moda como instrumento de poder. De subjugação. De comunicação. De tortura.

Tu! O que é que te faz suar? Aquela gota de suor que desce pela testa, mordes os lábios, o pulso acelera... Queres seguir aquela pessoa, perguntar o que tem mais para te mostrar, do que é que é capaz, se te pode fazer sentir assim outra vez.

A moda tem mudado ao longo dos anos mas sempre sendo usada como um instrumento de demonstração de poder, de riqueza, de sensualidade, de sexualidade, de subjugação, de tortura. Desde os espartilhos e a sua obsessão com a cintura fina até à banda gástrica, desde os banhos em leite de cabra para aclarar a pele até ao solário, desde a Marilyn curvilínea e com barriga saliente às costelas esqueléticas da Kate Moss em todas as revistas, a moda ultrapassa as roupas que usamos e penetra o nosso próprio corpo como um flagelo, um prazer, algo que não sabemos (nem podemos) controlar! O próprio corpo é dependente da moda e somos obrigados a viver à mercê da concepção do belo do momento. Há modas de tipo de corpo. Há modas daquilo que excita. Porque ninguém é imune ao bombardeamento constante da sociedade. Ninguém esteve adormecido durante 20 anos de Twiggy, Kate Moss, Naomi Campbell e acordou a dizer que uma mulher com barriga, ancas, coxas e rabo gordinhos é o que se quer.

O que é que excita hoje? Qual é a moda do corpo? A moda da sex bomb? Pernas altas e magras ou ancas salientes e rabo tonificado? Hoje tenho de ser esquelética e usar leggings e uma túnica larga, os ossos das clavículas bem salientes, cara magra e compenetrada ou curvilínea, poderosa, louboutins compensados para disfarçar?

Mais: o que é que é uma névoa nas revistas e o que é que é a realidade? O que é que as pessoas reais, no meio das quais vivemos, querem de nós? Se todos estamos hipnotizados pela comunicação destes modelos, deste corpo must have - seja ele qual for - então aqueles que estão ao nosso lado a usufruir do nosso corpo também não quererão que o tenhamos? Ou não é bem assim?

E se for assim, até que limites vamos para conseguir o corpo necessário para agradar a todos? Para nos agradarmos a nós próprios?

Não seremos nós ainda mais escravos da moda do corpo do que da moda da roupa?

EN: Plastic surgery. Victoria's Secret fashion show. Beyoncé. Leggings. Mango. Kate Moss. Skinny jeans. See through blouses. Milo Venus.

This is about fashion as an instrument of power. Of subjugation. Of communication. Of torture. 

You there! What makes you click? What makes you bite your lower lip, your pulse go faster... When you want to go after that person, ask "what else do you got?". You want to know what they're capable of, what else can they do, if they can make you feel that way again. 

Fashion has changed troughout the years but has always been used as an instrument to showcase power, wellth, sensuality, sexuality, subjugation, torture.

From the corsets and the obsession to have the thinest waist to the gastric band, from baths in goat milk to have clearer skin to solarium, from curvacious Marilyn with a prominent belly to kate moss' skinny rib cage in every magazine, fashion goes beyond clothes and penetrates our own body in a flagelous way, a plesureous way, an uncontrolable way! Our own body depends on fashion and we are obliged to follow what is considered beautiful in the moment. 

There are various body types. There are fashions to what is exciting. Considering that no one is imune to the constante influence of the society. No one has been sleeping for the past 20 years of Twiggy, Kate Moss, Naomi Campbell and woke up feeling like fat belly, hips, bottom is perfection.

What is exciting today. What's the body fashion? The sex bomb fashion?
Long, skinny legs or curvacious hips and tonned bottom? Today I have to be skinny and wear leggins and a baggy shirt, a very thin face OR body with curves, powerfull, louboutins?

Even going further: what is just magazine material and what is reality? What do real people, the ones we live amongst, want from us?

If we are all hipnotized by the image of this physical stereotype, by this must have body type - whatever it is - than those around us that "enjoy" our body, even they dont want us to have it? Or isn't this way it works? And if it is, how far can we go to achieve the perfect body, which is going to please everybody? To please ourselfes? Aren't we getting even more slaves of the body fashion instead of the clothes fashion?

Texto/Text: Leonor Capela